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Terapêutica psicodélica e o uso de psicotrópicos dissidentes em saúde mental

Sofia Pinheiro Pureza, Rodrigo Barros Gewehr, Isabella Rotella Magalhães

Contribuciones a las Ciencias Sociales April 22, 2026 Peer reviewed DOI: 10.55905/revconv.19n.4-026 via OpenAlex

Summary

The therapeutic use of psychedelic substances in mental health is examined, highlighting recent scientific research and traditional perspectives on entheogens. It critiques the biomedical focus on organogenic paradigms that overlook cultural and relational dimensions of care. The study calls for a broader discussion of psychedelic paradigms to include subjective experiences in therapy. A qualitative, bibliographic approach was used to map the current state of knowledge and guide analyses, emphasizing the importance of diverse epistemologies in mental health.

Study at a glance

Design qualitative study
Key finding A broader approach that values diverse knowledge systems and incorporates various subjects and contexts in mental health is necessary.

Abstract

Este artigo analisa o uso terapêutico de substâncias psicodélicas no campo da saúde mental, articulando avanços recentes da pesquisa científica, incluindo protocolos de Psicoterapia Assistida por Psicodélicos (PAP) e perspectivas ancestrais associadas ao uso de enteógenos. Parte-se do reconhecimento de que saberes tradicionais, especialmente indígenas, foram historicamente marginalizados nos processos de legitimação do conhecimento, em contraste com a centralidade contemporânea de abordagens biomédicas orientadas pela bioquímica cerebral. Argumenta-se que a redução das experiências psicodélicas a um paradigma estritamente organogênico limita a compreensão de seu potencial terapêutico, ao desconsiderar dimensões simbólicas, culturais e relacionais presentes em narrativas tradicionais de cuidado e cura. Nesse sentido, propõe-se uma problematização crítica das abordagens farmacocentradas, destacando a necessidade de ampliar o debate sobre o paradigma psicodélico a partir de perspectivas que considerem a produção de subjetividade na experiência terapêutica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, estruturada a partir da construção de um portfólio que permitiu mapear o estado da arte e orientar as análises. O percurso metodológico envolveu etapas de organização, filtragem e seleção criteriosa de dados, resultando em uma base consistente e alinhada aos objetivos do estudo. Conclui-se pela necessidade de uma abordagem transversal, que valorize a pluralidade de saberes e incorpore diferentes sujeitos, contextos e epistemologias no campo da saúde mental.

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