EXPANSÃO GLOBAL DA AYAHUASCA E SAÚDE MENTAL
Leonardo Tondato Mello, Kemily Bakri Ottoni, Janaína Liz Aquino
Interações - cultura e comunidade June 23, 2026 Peer reviewed DOI: 10.5752/p.1983-2478.2026v21n1e211d04 via OpenAlex
Summary
The article discusses the global expansion of Ayahuasca and its implications for mental health harm reduction and transformations in individual and collective psyche. It analyzes the psychotherapeutic potentials and psychosocial challenges of Ayahuasca use by non-indigenous individuals educated under anthropocentric principles. The findings indicate that engagement with Ayahuasca can be either creative or destructive, influenced by the historical exclusion of indigenous peoples, and emphasize the importance of respectful collaboration with indigenous knowledge to avoid exploitative appropriation.
Study at a glance
| Design | literature review |
|---|---|
| Population | non-indigenous individuals using Ayahuasca |
| Key finding | Engagement with Ayahuasca can be creative or destructive, highlighting the need for interdisciplinary support between ancestral knowledge and Western psychology/psychiatry. |
Abstract
Este artigo reflete sobre a expansão global da Ayahuasca e suas implicações para a redução de danos em saúde mental e para as transformações na psique individual e coletiva. Tem como objetivo analisar os potenciais psicoterapêuticos e os desafios psicossociais do uso da Ayahuasca por pessoas não indígenas formadas sob pilares antropocêntricos. Para isso, realizou-se uma revisão bibliográfica a fim de construir uma perspectiva teórico-analítica sobre o tema. Como resultados, observa-se que o envolvimento com a bebida pode ser criativo ou destrutivo, considerando o contexto histórico-social de exclusão e marginalização dos povos indígenas desde o período colonial. Além disso, estudos em andamento sobre os efeitos terapêuticos da Ayahuasca indicam que o manejo adequado e o acompanhamento interdisciplinar entre saberes ancestrais e a Psicologia/Psiquiatria Ocidental são imprescindíveis. Conclui-se pela necessidade de uma troca justa e respeitosa com os conhecimentos indígenas, evitando sua apropriação predatória.