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Psicoterapia assistida por cetamina no tratamento da depressão resistente

Tainá Zen Loss, Carolina Radaelli Fucina, Denise Bergamo Schenato, Enzo Giovanni Scaravonatto Rigo, Fernanda Alves Volkmann, Giovana Hermann Rodrigues, Isabelli Victória Scaravonatto Rigo, Laura Silva Gauer, Luiz Eduardo de Costa Góes, Gabriel Cabeda Spalding Alves

Revista Eletrônica Acervo Científico October 7, 2025 Peer reviewed DOI: 10.25248/reac.e21871.2025 via OpenAlex

Summary

Cetamina assistida por psicoterapia pode ser uma estratégia promissora para tratar a depressão resistente ao tratamento, que ocorre quando os sintomas persistem após falha em dois tratamentos antidepressivos. A cetamina, administrada em doses subanestésicas, mostra resposta rápida e efeitos sustentados, podendo reduzir recaídas e melhorar a qualidade de vida. Essa abordagem combina farmacologia com psicoterapia, oferecendo um novo caminho no manejo clínico da depressão resistente.

Study at a glance

Population pacientes com depressão resistente ao tratamento
Key finding A cetamina assistida por psicoterapia pode induzir resposta antidepressiva rápida e melhorar a qualidade de vida em pacientes com depressão resistente ao tratamento.

Abstract

Objetivo: Analisar a evidência clínica e o racional neurobiológico do uso da cetamina assistida por psicoterapia no tratamento da depressão resistente. Revisão bibliográfica: A depressão resistente ao tratamento (DRT) caracteriza-se pela persistência de sintomas depressivos após falha em pelo menos dois tratamentos antidepressivos adequados, associando-se a prejuízos funcionais, sofrimento emocional prolongado e aumento do risco de suicídio. Terapias convencionais apresentam início de ação lento e resposta insuficiente em cerca de um terço dos pacientes, evidenciando a necessidade de intervenções rápidas e eficazes. A cetamina, antagonista do receptor NMDA, demonstrou induzir resposta antidepressiva rápida em doses subanestésicas por via intravenosa ou intranasal, com efeitos sustentados por dias ou semanas. Evidências iniciais sugerem que a cetamina pode reduzir recaídas, otimizar funcionalidade e prolongar benefícios, representando uma mudança de paradigma ao combinar melhora rápida de sintomas com impacto positivo na qualidade de vida e resiliência emocional. Considerações finais: A cetamina assistida por psicoterapia surge como estratégia promissora para DRT, oferecendo uma abordagem sinérgica entre farmacologia e psicoterapia, com potencial de redefinir o manejo clínico da depressão resistente e estimular o desenvolvimento de novas modalidades terapêuticas.

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