Skip to content

CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS ENFERMEIROS ACERCA DOS EFEITOS OCASIONADOS PELO USO DO CHÁ DE AYAHUASCA

Luis Felipe Biora Comim, Gisele Dos Santos Barbosa, Jheniffer Rafaela Silva Nogueira, Adriana de Oliveira Christoff

Cadernos da Escola de Saúde December 5, 2023 Peer reviewed DOI: 10.25192/issn.1984-7041.v23i26361

Summary

A study assessed nurses' knowledge about the effects of ayahuasca tea and the nursing care needed for patients under its influence. Of the 105 nurses surveyed, 74.3% were unaware of the substances in ayahuasca, while only 41.9% identified physical effects like mydriasis and tremors. Additionally, 54% advised against using ayahuasca with certain medications, and 39% recognized serotonin syndrome symptoms. The findings indicate a significant gap in understanding the mechanisms and effects of ayahuasca among nurses, impacting comprehensive patient care.

Study at a glance

Design quantitative-qualitative descriptive study
Sample size 105
Population nurses
Key finding A significant majority of nurses lack knowledge about the substances and effects of ayahuasca tea, which hinders comprehensive patient care.

Abstract

Objetivo: Verificar o conhecimento dos profissionais enfermeiros sobre os efeitos do chá de ayahuasca e sobre os cuidados de enfermagem necessários aos pacientes que estejam sob o efeitos do referido chá. Método: Pesquisa de abordagem quanti-quali, do tipo descritiva estruturada a partir de um questionário online, composto por onze questões de múltipla escolha que avaliaram o conhecimento do profissional da enfermagem acerca do chá de ayahuasca, seu mecanismo de ação e a maneira mais adequada para cuidar de um paciente que esteja sobre esses efeitos. Resultados: Dos 105 enfermeiros participantes, 74,3% desconhecem as substâncias presentes no chá, 41,9% optaram por midríase, tremores e sudorese como efeitos físicos do chá, 54% propuseram evitar o uso do chá concomitantemente com betabloqueadores e antidepressivos tricíclicos, 39% evidenciariam síndrome serotoninérgica através de sintomas como ansiedade, risco de desiquilíbrio eletrolítico e perfusão tissular ineficaz, 56,2% enunciaram que a forma adequada em abordar a temática sem desrespeitá-la é estimular os pontos fortes do paciente, potencializando suas escolhas e seu autocontrole. Discussão: Enfermeiros não compreendem os mecanismos de ação do chá, bem como seus efeitos, o que compromete o cuidado integral. Conclusão: Quando em pauta o cuidado, não se pode pensar em outro profissional senão o enfermeiro, cabendo-lhe a articulação do conhecimento científico com as práticas assistências a fim de se alcançar a integralidade.

Comments

No comments yet.

Log in to comment