Imaginação, linguagem, espíritos e agência: ayahuasca e o tratamento da dependência química
Revista de Antropologia September 27, 2017 DOI: 10.11606/2179-0892.ra.2017.137322 via OpenAlex
Summary
AI-generated from the abstractIn a therapeutic community in the Peruvian Amazon called Takiwasi, plants, especially ayahuasca, are central to treating substance dependence. The community believes that plants possess agency and a spiritual action beyond their chemical properties, which is considered more important than their pharmacological effects. To explain this spiritual power and agency, the author draws on Benjamin's concept of "language" and Viveiros de Castro's notions of "spirit," "image," and "imagination." Ayahuasca, a psychoactive beverage traditionally used by Indigenous peoples across the Amazon and by three Brazilian Christian-based religions, is the main tool in Takiwasi's recovery process.
Study at a glance
| Characteristics | Theoretical or philosophical paper Peer reviewed |
|---|---|
| Intervention | Ayahuasca |
| Topics | Ayahuasca |
| Keywords | Humanities Art Philosophy |
| Citations | 6 |
| Key finding | In the Takiwasi community, plants like ayahuasca are understood to have spiritual agency beyond their chemical effects, a view analyzed through Benjamin's and Viveiros de Castro's concepts. |
Abstract
Neste texto será analisado o papel das plantas utilizadas no tratamento da dependência química em uma comunidade terapêutica, Takiwasi, localizada na Amazônia peruana. Takiwasi tem na ayahuasca sua principal ferramenta no processo de recuperação de adictos. A ayahuasca é uma bebida psicoativa amplamente utilizada por diversos povos indígenas em toda a Amazônia e por três religiões brasileiras de base cristã. Em Takiwasi acredita-se que as plantas são dotadas de agência e possuem, além de seus princípios ativos, um outro tipo de ação mais desejada que a química: a espiritual. Para elucidar tal capacidade de agência e poder espiritual, utilizo as noções de “linguagem” de Benjamin e de “espírito” e “imagem” e “imaginação” de Viveiros de Castro.