literatura antropológica e a reconstituição histórica do uso da ayahuasca no Brasil
Revista de Antropologia da UFSCar December 1, 2011 DOI: 10.52426/rau.v3i2.57 via OpenAlex
Summary
AI-generated from the abstractDrawing on a bibliographic mapping and analysis of academic literature, primarily anthropological, this article traces how the history of ayahuasca use has been formulated in scholarship over three decades. Rather than recounting the history of ayahuasca use in Brazil, it examines how that history is constructed by academic works. The paper focuses on four central themes: indigenous Amerindian ayahuasca use, Amazonian vegetalism, Brazilian ayahuasca religions (Santo Daime, Barquinha, and União do Vegetal), and neo-ayahuasca users. It analyzes recurring arguments that establish genealogies linking these religions to a long-standing indigenous tradition and, later, connecting neo-ayahuasca users to the Brazilian ayahuasca religions.
Study at a glance
| Characteristics | Theoretical or philosophical paper Peer reviewed |
|---|---|
| Topics | Ayahuasca |
| Keywords | Humanities Elixir programming language Geography Art |
| Citations | 4 |
| Key finding | Academic literature constructs genealogies linking Brazilian ayahuasca religions to indigenous traditions and neo-ayahuasca users to those religions. |
Abstract
Partindo de um mapeamento bibliográfico e da análise da literatura acadêmica, principalmente a antropológica, empreendo um recorte analítico que privilegia a reconstituição histórica do uso da ayahuasca ao longo de três décadas de debate. Não se trata de discorrer sobre a história do uso da ayahuasca no Brasil, mas de que modo tal história é formulada pela literatura acadêmica. Para isso, o artigo enfoca quatro pontos centrais: o uso ameríndio da ayahuasca, o vegetalismo amazônico, as religiões ayahuasqueiras brasileiras, e os neo-ayahuasqueiros. Analisando algumas das principais publicações acadêmicas busco temas, elementos e argumentos recorrentes no debate, responsáveis por estabelecer genealogias e filiações entre o Santo Daime, Barquinha e União do Vegetal a uma tradição indígena originária de longa duração, e, posteriormente, entre neo-ayahuasqueiros e as chamadas religiões ayahuasqueiras brasileiras.