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O Uso da Ayahuasca como terapia alternativa na depressão: efeitos farmacológicos e adversos

Beatriz Souza Silva, Giovanna Pereira Lima, Isabela Rodrigues Alencar Dos Santos, Julia Cunha Da Silva, Daniel M. Garcia, Alyne Alexandrino Antunes

Brazilian Journal of Natural Sciences October 12, 2021 DOI: 10.31415/bjns.v4i2.143 via OpenAlex

Summary

AI-generated from the abstract

Depression is commonly treated with antidepressants, especially selective serotonin reuptake inhibitors (SSRIs), but these drugs often cause adverse effects leading to treatment abandonment, and some patients stop responding. An alternative is the use of medicinal plants, with Ayahuasca tea being studied in this context. Made from Banisteriopsis caapi vine and Psychotria viridis leaves, Ayahuasca is an entheogenic beverage with psychoactive activity mediated by N,N-dimethyltryptamine (DMT) from the leaves, interacting with β-carboline derivatives (harmine, harmaline, tetrahydroharmine) from the vine, which act as monoamine oxidase inhibitors. This brief literature review clarifies Ayahuasca's use in treating depression, its pharmacological action, and adverse effects compared to conventional treatment, suggesting that with further study it could be a viable alternative if used cautiously.

Study at a glance

Characteristics Review Peer reviewed
Intervention Ayahuasca
Keywords Pharmacology Humanities Traditional medicine
Citations 2
Key finding Ayahuasca may be a viable alternative for treating depression if used cautiously, based on a brief literature review.

Abstract

Doença comum atualmente, a depressão, quando diagnosticada, é tratada com fármacos antidepressivos, sendo os inibidores seletivos da receptação de serotonina (ISRSs) considerados os de primeira escolha. Tanto esta quanto as demais classes de antidepressivos costumam apresentar efeitos adversos, que muitas vezes levam ao abandono do tratamento pelo paciente. Um outro desafio no tratamento da depressão ocorre quando o paciente não responde mais aos fármacos disponíveis. Uma alternativa para o tratamento consiste na utilização de plantas medicinais, sendo o chá de Ayahuasca alvo de muitos estudos neste contexto. Preparada a partir da decocção do cipó Banisteriopsis caapi com as folhas de Psychotria viridis, a Ayahuasca, considerada como uma bebida enteógena, apresenta atividade psicoativa, mediada pela ação da N,N-dimetiltriptamina, conhecida como DMT (proveniente das folhas) em interação com derivados de β-carbolinas (harmina, harmalina e tetrahidroharmina, provenientes do cipó), que atuam como inibidores da monoamina oxidase (MAO). O presente trabalho, por meio de uma breve revisão bibliográfica, buscou elucidar o uso da Ayahuasca no tratamento da depressão, bem como sua ação farmacológica e efeitos adversos, em comparação com o tratamento farmacológico convencional, possibilitando verificar que, a partir de estudos mais aprofundados, a substância poderá ser considerada uma alternativa viável para o tratamento da depressão, desde que utilizada com cautela.

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