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Medical Drug or Shamanic Power Plant: The Uses of Kambô in Brazil

Beatriz Caiuby Labate, Edilene Coffaci de Lima

Ponto Urbe December 30, 2014 DOI: 10.4000/pontourbe.2384 via OpenAlex

Summary

AI-generated from the abstract

Since the mid-2010s, the use of the secretion from the Phyllomedusa bicolor frog (kambô) has spread in large Brazilian cities, and later in European and North American cities. Traditionally used by indigenous groups of the southwestern Amazon (Katukina, Yawanawá, Kaxinawá) as a hunting stimulant, kambô now attracts dual interest: as a "science remedy" emphasizing its biochemical properties, and as a "soul remedy" valuing its indigenous origins. Urban diffusion occurs mainly in alternative therapy clinics and Brazilian ayahuasca religious settings. Applicators include indigenous people, former rubber tappers, holistic therapists, and doctors. This ethnography analyzes the discourse these diverse applicators construct around kambô, some understanding it as a 'plant of power' analogous to peyote and ayahuasca.

Study at a glance

Characteristics Ethnography Peer reviewed
Topics Ayahuasca
Keywords Indigenous Amazon rainforest Ethnography Appeal
Citations 6
Key finding The urban diffusion of kambô involves a dual framing as both a biochemical remedy and a spiritually valued indigenous substance, with applicators from diverse backgrounds constructing it as a 'plant of power' akin to peyote and ayahuasca.

Abstract

Desde a metade da última década, em grandes cidades do Brasil, começou a se difundir o uso da secreção da perereca Phyllomedusa bicolor. Um pouco mais tarde, partir da segunda década deste século, tornou-se possível alcançar informações sobre tal difusão em cidades europeias e norte-americanas. Tradicionalmente usada como revigorante e estimulante para caça por grupos indígenas do sudoeste amazônico (entre eles, Katukina, Yawanawá e Kaxinawá), tem havido um duplo interesse pelo kambô: como um “remédio da ciência” – no qual se exaltam suas propriedades bioquímicas – e como um “remédio da alma” – onde o que mais se valoriza é sua “origem indígena”. A difusão urbana do kambô tem-se dado, sobretudo, em clínicas de terapias alternativas e no ambiente das religiões ayahuasqueiras brasileiras. Os aplicadores são bastante diversos entre si: índios, ex-seringueiros, terapeutas holísticos e médicos. Neste artigo apresentamos uma etnografia da difusão do kambô, analisando sobretudo o discurso que esses diversos aplicadores têm elaborado sobre o uso da secreção, compreendida por alguns como uma espécie de ‘planta de poder’, análoga ao peiote e a ayahuasca.

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