As mudanças psicológicas promovidas pela ayahuasca em participantes iniciantes: um estudo observacional longitudinal
Vitória Pereira de Menezes, Luis Felipe Batista, Vicente Meneguzzo, Linério Ribeiro Novais Júnior, Kelser Kock, Rafael Mariano de Bitencourt
Revista Neurociências October 16, 2024 DOI: 10.34024/rnc.2024.v32.16419
Summary
AI-generated from the abstractMental disorders are common, but treatments are limited by side effects and low efficacy. Ayahuasca, used for millennia by Indigenous peoples, is being explored as an alternative for anxiety and depression. In an observational longitudinal study of 16 first-time participants in Ayahuasca ceremonies in Brazil, anxiety scores decreased significantly one week and three months after use, and depressive symptoms dropped significantly after one week. The authors suggest the results show promise but note that controlled clinical trials with larger samples and longer follow-up are needed for definitive conclusions.
Study at a glance
| Characteristics | Observational longitudinal study Peer reviewed |
|---|---|
| Sample size | 16 |
| Population | First-time participants in Ayahuasca ceremonies in Urussanga, Santa Catarina, Brazil |
| Intervention | Ayahuasca |
| Duration | 3-month follow-up |
| Key finding | Anxiety scores decreased significantly one week and three months after Ayahuasca use, and depressive symptoms decreased significantly one week after use. |
Abstract
Introdução. Os transtornos mentais apresentam alta incidência na população, mas as opções terapêuticas são limitadas por efeitos colaterais e baixa eficácia. Nesse cenário, a Ayahuasca, utilizada por povos indígenas há milênios, surge como alternativa para tratar condições como ansiedade e depressão. Objetivo. Avaliar as mudanças psicológicas em participantes iniciantes de cerimônias com Ayahuasca. Método. Estudo observacional longitudinal, com avaliação em um período de até 3 meses, utilizando inventários para sintomas ansiosos e depressivos em 16 voluntários iniciantes de cerimônias ritualísticas em Urussanga, Santa Catarina, Brasil. As comparações foram feitas antes, uma semana e três meses após a primeira sessão, com análise dos dados pelo software SPSS 20 e teste de ANOVA. Resultados. Dos 16 participantes, 50% eram de cada sexo, com média de idade de 29 anos. Dentre eles, 37,5% já tinham transtorno de ansiedade e 31,25% de depressão. Além disso, 43,75% têm acompanhamento psicológico profissional e como motivação para o uso da Ayahuasca foi em grande parte (81,25%) a busca por “autoconhecimento”. Observou-se uma redução significativa nos escores de ansiedade obtidos pelo Inventário uma semana e três meses após o uso (p≤0,05). Em relação aos sintomas depressivos, a diminuição do escore foi significativa uma semana após a ingestão (p≤0,05). Conclusão. Os resultados indicam um potencial promissor da Ayahuasca no tratamento de transtornos ansiosos e depressivos, mas há necessidade de ensaios clínicos com grupos controle, maior número de participantes e maior acompanhamento para conclusões definitivas.