O relatório da DEA sobre os riscos da ayahuasca: a “ciência” a serviço do proibicionismo?
Beatriz Caiuby Labate, Anna O. Ermakova, Jordan Sloshower, Nicole Leite Galvão‐coelho, Fernanda Palhano-Fontes, Henrique Fernandes Antunes, Glauber Loures de Assis, Clancy Cavnar, Dráulio Barros de Araújo, Sidarta Ribeiro
Ponto Urbe December 27, 2024 DOI: 10.11606/issn.1981-3341.pontourbe.2024.225852 via OpenAlex
Summary
AI-generated from the abstractIn February 2023, the U.S. Drug Enforcement Administration (DEA) released a 2020 report titled 'Ayahuasca: Risks to Public Health and Safety' to the legal team of the Church of the Eagle and the Condor, following Freedom of Information Act requests. This article challenges several claims in the DEA report, highlighting factual omissions, theoretical biases, and misinterpretations of existing data. The authors argue that the report minimizes ayahuasca's safety profile and therapeutic potential while overemphasizing risks, and fails to include current research demonstrating its potential benefits.
Study at a glance
| Characteristics | Theoretical or philosophical paper Peer reviewed |
|---|---|
| Topics | Ayahuasca |
| Keywords | Humanities Psychology Art Sociology |
| Key finding | The DEA report minimizes ayahuasca's safety profile and therapeutic potential, overemphasizes risks, and omits current research showing its benefits. |
Abstract
Em fevereiro de 2023, a Drug Enforcement Administration (DEA) divulgou um documento para a equipe jurídica que representa a Church of the Eagle and the Condor (“CEC”). Essa divulgação ocorreu dois anos depois que a igreja, em conjunto com o Chacruna Institute, enviou duas solicitações baseadas na lei de liberdade de informação [Freedom Of Information Act] à DEA e ao Departamento de Justiça solicitando todos os registros referentes à ayahuasca. Esse relatório, intitulado “Ayahuasca: Risks to Public Health and Safety”, foi publicado em julho de 2020. No presente artigo, contestamos várias alegações feitas no relatório da DEA e destacamos omissões factuais significativas, vieses teóricos e interpretações errôneas dos dados existentes. Demonstraremos que o relatório da DEA minimiza muito o perfil de segurança e o potencial terapêutico da ayahuasca e enfatiza demais os riscos. Ele também não inclui as pesquisas atuais sobre a ayahuasca que demonstram seus benefícios potenciais.