Skip to content

Cetamina na depressão resistente ao tratamento: evidências, limitações e perspectivas clínicas

Henrique Cardoso de Freitas, Andra Cristina Catelan-Mainardes

Revista Sociedade Científica June 13, 2026 DOI: 10.61411/rsc2026137419 via OpenAlex

Summary

AI-generated from the abstract

About 30% of patients with major depressive disorder do not respond to any antidepressant, characterizing treatment-resistant depression (TRD). This narrative review critically examines evidence on ketamine and esketamine for TRD, including efficacy, mechanisms, safety, and access barriers. Both intravenous ketamine and intranasal esketamine produce rapid antidepressant responses within hours, possibly through glutamatergic modulation and neuroplasticity. In refractory populations, response rates range from 50% to 70%. However, limitations persist: methodological heterogeneity, short follow-up, dissociative effects, abuse potential, high cost, and restricted access, especially in Brazil. Ketamine represents a promising therapeutic alternative for TRD, but broader adoption depends on protocol standardization, long-term safety evaluation, and expanded access.

Study at a glance

Characteristics Narrative review Peer reviewed
Population Patients with treatment-resistant depression
Keywords Context archaeology Fight-or-flight response Intensive care unit Randomized controlled trial Internal medicine
Key finding Intravenous ketamine and intranasal esketamine produce rapid antidepressant responses in 50% to 70% of patients with treatment-resistant depression, though limitations include methodological heterogeneity, short follow-up, dissociative effects, abuse potential, high cost, and access barriers.

Abstract

Cerca de 30% dos pacientes com transtorno depressivo maior não respondem a nenhum dos antidepressivos. Caracterizando a depressão resistente ao tratamento (DRT). Esta revisão narrativa teve como objetivo analisar criticamente as evidências sobre o uso da cetamina e da escetamina no tratamento da DRT, incluindo eficácia, mecanismos de ação, perfil de segurança e barreiras de acesso. Foram analisados estudos publicados entre 2018 e 2026, incluindo ensaios clínicos, revisões sistemáticas, metanálises e documentos regulatórios relevantes. A cetamina intravenosa quanto a escetamina intranasal promovem resposta antidepressiva rápida, com início de ação em horas, possivelmente mediada pela modulação do sistema glutamatérgico e pela indução de neuroplasticidade. Em populações refratárias, as taxas de resposta variam entre 50% e 70%. Entretanto, persistem limitações importantes, como heterogeneidade metodológica, curta duração de seguimento, efeitos dissociativos, potencial de abuso, alto custo e restrições de acesso, especialmente no contexto brasileiro. Conclui-se que a cetamina representa uma alternativa terapêutica promissora para a DRT, embora sua incorporação mais ampla dependa de maior padronização de protocolos, avaliação de segurança em longo prazo e ampliação do acesso.

Comments

No comments yet.

Log in to comment