CORPO SEM ÓRGÃOS E BEM-AVENTURANÇA AMBIENTAL: POR UMA EPISTEMOLOGIA DA VACUIDADE

LA Referencia (Red Federada de Repositorios Institucionales de Publicaciones Científicas)  – January 01, 2010

Source: OpenAlex

Summary

The concept of "devir-vazio," inspired by Buddhist thought, emerges as a vital condition for transformation in various fields, including Environmental Sustainability and Education. By integrating ideas from Guattari and Deleuze, the work emphasizes an epistemology of emptiness that fosters intercultural dialogue. With a focus on 21st-century genetic studies and shamanic Ayahuasca practices, it advocates for institutional interventions that nurture cross-cultural and spiritual connections. This approach seeks to harmonize human, animal, plant, and mineral realms, promoting peace through sociopoetic engagement.

Abstract

A partir do conceito de Corpo sem Órgão criado por Guattari e Deleuze em “Mil Platôs”, e em interação com “As Três Ecologias” de Guattari, o autor coloca o devir-vazio de inspiração budista como condição de surgimento dos outros devires, numa lógica de dessubjetivação inspirada em Simondon. A noção de mandala encontra a de platô e a vacuidade bem-humorada, consciente da impermanência das coisas e dos seres, gera uma epistemologia da vacuidade, pertinente em estudos ambientais e base para estudos interculturais superando as epistemologias regionais hipotético-dedutivas ou da ancestralidade. É resgatada a noção de arborescência (combatida por Deleuze e Guattari) a partir de estudos genéticos recentes e de experiências xamanísticas da Ayahuasca. Daí, intervenções institucionais e práticas ambientais com forte conteúdo transversal, transcultural e espiritual, inspiradas na sociopoética e numa cultura da paz baseada no diálogo instituinte entre os reinos animal - ao qual pertencemos - vegetal e mineral.

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