EFICÁCIA COMPARATIVA DE PSICODÉLICOS (PSILOCIBINA E MDMA) NO TRATAMENTO DE TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO E DEPRESSÃO RESISTENTE AO TRATAMENTO: REVISÃO SISTEMÁTICA
Asclepius International Journal of Scientific Health Science July 5, 2026 Peer reviewed DOI: 10.70779/aijshs.v5i7.572 via OpenAlex
Summary
Psilocibina e MDMA demonstraram eficácia no tratamento de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e depressão resistente ao tratamento (DRT). A psilocibina reduziu significativamente os sintomas depressivos, com a dose de 25 mg mostrando o maior efeito. A terapia assistida por MDMA levou 67-71% dos participantes a não atender mais aos critérios diagnósticos de TEPT após o tratamento. Ambas as substâncias foram consideradas seguras, mas a comparação direta entre elas não foi possível devido à heterogeneidade dos estudos.
Study at a glance
| Design | sistematica |
|---|---|
| Sample size | 8 |
| Population | adultos com TEPT ou DRT |
| Key finding | A psilocibina reduziu clinicamente os sintomas depressivos, enquanto a terapia assistida por MDMA resultou em 67-71% dos participantes deixando de preencher critérios diagnósticos de TEPT. |
Abstract
Objetivo: Avaliar a eficácia e a segurança comparativas da psilocibina e do MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina) no tratamento de pacientes com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e depressão resistente ao tratamento (DRT), com base na evidência disponível de ensaios clínicos randomizados e estudos controlados. Métodos: Revisão sistemática conduzida segundo as diretrizes PRISMA 2020. As bases pesquisadas foram PubMed/MEDLINE, Europe PMC, Semantic Scholar e Crossref, com estratégias adicionais geradas para Embase, Scopus, Web of Science e Cochrane Library. Os critérios de inclusão contemplaram ensaios clínicos randomizados (ECR) e estudos controlados que avaliaram psilocibina ou MDMA em adultos com TEPT ou DRT, com desfechos de sintomatologia psiquiátrica. A qualidade metodológica foi avaliada pelo RoB 2 e ROBINS-I, conforme o desenho de cada estudo. Resultados: Oito estudos primários foram incluídos, sendo cinco sobre psilocibina na DRT/TDM e três sobre MDMA no TEPT. A psilocibina demonstrou redução clinicamente significativa de sintomas depressivos em múltiplos ECRs, com efeito consistente nas escalas MADRS e QIDS-SR-16; a dose de 25 mg apresentou maior magnitude de efeito. A terapia assistida por MDMA (MDMA-AT) reduziu significativamente as pontuações CAPS-5 em dois ensaios de Fase 3 (MAPP1 e MAPP2), com 67-71% dos participantes deixando de preencher critérios diagnósticos de TEPT após o tratamento. Ambas as substâncias apresentaram perfil de segurança aceitável nos estudos incluídos, com eventos adversos predominantemente transitórios. Não foi possível realizar metanálise comparativa direta entre psilocibina e MDMA em razão da heterogeneidade clínica e metodológica dos estudos. Conclusão: As evidências atuais indicam que a psilocibina e o MDMA, administrados em contexto terapêutico estruturado, produzem efeitos clínicos relevantes, respectivamente na DRT e no TEPT. As limitações incluem amostras reduzidas, dificuldade de cegamento adequado e ausência de estudos de seguimento de longo prazo. Novos ECRs de fase 3 e estudos de comparação ativa são necessários para consolidar as recomendações clínicas.