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ENCONTROS ARTÍSTICOS E AYAHUASQUEIROS: REFLEXÕES SOBRE A COLABORAÇÃO ENTRE ERNESTO NETO E OS HUNI KUIN

Ilana Seltzer Goldstein, Beatriz Caiuby Labate

Mana September 1, 2017 DOI: 10.1590/1678-49442017v23n3p437 via OpenAlex

Summary

AI-generated from the abstract

Ernesto Neto's artworks, recently exhibited in major museums in Bilbao, São Paulo, and Vienna, draw power from their reference to Huni Kuin (Kaxinawa) ayahuasca healing rituals. This growing visibility of Indigenous presence in the art world parallels the entry of Indigenous peoples into urban ayahuasca circuits. The circulation of new forms of shamanism, ayahuasca consumption, art objects, and performances across national and international networks demonstrates the vitality and adaptability of Indigenous cultural practices while opening possibilities for transcultural dialogue. However, it also encounters thorny challenges: legal prohibitions on ayahuasca use, difficulties protecting traditional intellectual property, and the potential reification of identities. The text uses Neto's collaboration with the Huni Kuin to reflect on these issues.

Study at a glance

Characteristics Theoretical or philosophical paper Peer reviewed
Topics Ayahuasca
Keywords Humanities Art
Citations 8
Key finding The circulation of Indigenous shamanic practices and ayahuasca-related art in global networks demonstrates cultural vitality and creates transcultural dialogue, but faces legal, intellectual property, and identity-reification challenges.

Abstract

Resumo Recentemente, trabalhos de Ernesto Neto ganharam destaque em museus de arte em Bilbao, São Paulo e Viena. Tiravam parte de sua força do fato de remeterem a rituais de cura com ayahuasca dos Huni Kuin (Kaxinawa). Observa-se certo paralelismo entre essa conquista de espaço para a presença indígena no sistema das artes e a chegada dos índios ao circuito urbano da ayahuasca. A circulação de novas formas de xamanismo, de consumo da ayahuasca, de objetos artísticos e performances, em redes nacionais e internacionais, atesta o vigor e a capacidade de adaptação das práticas culturais indígenas, além de representar possibilidades para diálogos transculturais. Ao mesmo tempo, esbarra em desafios espinhosos, como as proibições legais relativas ao uso da ayahuasca, a dificuldade de proteger a propriedade intelectual tradicional e a potencial reificação de identidades. O presente texto partirá da colaboração de Neto com os Huni Kuin para refletir sobre estas e outras questões.

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